Juba de Leão: o cogumelo da mente
Nesse artigo o Dr. Felipe Tancredi, fundador da Fungipharm, apresenta o fascinante Hericium erinaceus, popularmente conhecido como Juba de Leão (Lion’s Mane), um fungo milenar de aparência única — com filamentos brancos que lembram uma juba majestosa ou uma cascata congelada — reverenciado há séculos na Ásia por suas propriedades medicinais na tradição chinesa e japonesa, onde era usado para fortalecer o qi, acalmar a mente e apoiar a digestão. Nos últimos anos, o cogumelo explodiu em popularidade no Ocidente, impulsionado pelo movimento biohacking e pelo mercado de suplementos (projetado para US$ 1,1 bilhão até 2027), graças a evidências científicas robustas: grandes estudos epidemiológicos, como o Ohsaki Cohort com mais de 13 mil idosos, associam o consumo frequente de cogumelos a cerca de 19% menos risco de demência, enquanto pesquisas recentes (incluindo o estudo de 2023 da Universidade de Queensland) destacam compostos exclusivos como hericenonas, erinacinas, hericene A e NDPIH, que estimulam potentes fatores neurotróficos (NGF e BDNF), promovendo proteção, crescimento e regeneração neuronal. Apesar do hype e das manchetes sensacionalistas sobre “crescimento de neurônios”, o Dr. Tancredi o posiciona realisticamente como um alimento funcional neuroprotetor adjuvante, ideal para suporte à memória, foco, humor e prevenção do declínio cognitivo, não como cura milagrosa, com a série de artigos prometendo aprofundar a ciência por trás desses benefícios extraordinários.